Tristeza: causas e consequências

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Gostaria de iniciar  traçando uma importante diferença entre tristeza e depressão. (Uma vez que é comum confundir essas duas). A primeira é um estado emocional intrínseco a todo e qualquer ser humano, privado de determinada satisfação pessoal e emocional. É uma reação do organismo quando o mesmo se depara profundamente com sua fragilidade. A depressão é um processo cristalizado de vingança e raiva internalizados na pessoa, é a tentativa de devolver o “pior” de si mesmo para o meio circundante.

A raiva citada é devolvida de forma indireta, através da escassez absoluta de vitalidade e energia, regredindo a um estágio infantilizado de amparo constante. A depressão é um ritual obsessivo e diário, é uma parada total e voluntária diante da busca do prazer. A pessoa pode se sentir triste quando ocorre algum evento negativo. O lado bom, é que a tristeza tem o seu propósito bem definido. O objectivo da tristeza é fazer o indivíduo refletir, sentir, lembrar que algo foi perdido, que algo aconteceu.  E é tarefa do sofredor fazer o trabalho mental de descobrir o que é que o incomoda. Para onde aponta o problema.

Tristeza é uma manifestação inerente à vida do ser humano e tem duração limitada. É sentimento passageiro e visto como saudável, pois auxilia a pessoa a elaborar perdas, fazendo com que o indivíduo se reorganize internamente e supere esta fase difícil. O sintoma de depressão é aparente, é quando a tristeza persiste e há sentimentos de desesperança, apatia, indiferença, ausência de perspectiva e prazer. Como esses sentimentos são sutis, é importante observá-los, uma vez que depressão é uma doença séria que necessita de tratamento. Me lembro da frase de um amigo psiquiatra que dizia. “depressão  pode ser comparada a fratura da uma perna, por exemplo, que com o tempo vai sarar, mas sem o devido tratamento ficarão  sequelas”.

O que quero salientar aqui, é que existem quadros depressivos, onde nem toda a sintomatologia está presente de forma plena e completa. Então, a relação entre a tristeza, inibição e auto-acusações é uma relação muito complexa. Na verdade, cada um desses elementos possui a sua gênese, com as suas condições de produção próprias, que teremos que detectar.

Deixo um grande abraço a todos.

Therezinha silveira (Psicóloga)

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Mente sã corpo são

A saúde da nossa mente afeta diretamente a saúde do nosso corpo e, quando uma não vai bem, a outra pode sofrer interferências. Aprender a manter o equilíbrio entre mente, corpo e vida social garante uma vida muito melhor. Quando os pacientes procuram o médico, esperam que o profissional solucione seus males, que são os mais variados como: úlceras, palpitações, asma brônquica, alergias, labirintite, gastrite enfim… muitos são os males que assolam as pessoas. Mas o que não sabem é que eles, mesmo inconscientemente, podem estar causando seus próprios males.

Sabemos hoje que a emoção provoca lesões desastrosas no corpo. Uma situação estressante, forte, por longo período, produz em nosso organismo um desequilíbrio, e toda a nossa fisiologia se altera. A psicologia psicossomática, tem como função ajudar o paciente a equacionar a origem estressante, que produz o sintoma, para que a cura possa se estabelecer. Uma vez detectada e processada pelo paciente a origem, os sintomas desaparecem.

Nós, seres humanos, sofremos influência de três fatores: biológico, psicológico e social. Segundo a presidente da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática (ABMP), Solange Lopes de Souza, “todas as doenças são psicossomáticas, sem exceção. Enquanto seres biopsicossociais temos polaridade somática, polaridade psíquica e polaridade social. Por isso, temos que tomar um cuidado muito grande quando segregamos das doenças, nós somos seres integrados. O que acontece na minha mente repercute na esfera somática e social”.

Manter as partes que compõem nosso ser em equilíbrio é fundamental, e o equilíbrio desse tripé é mutável, se uma coisa não me afeta hoje, pode passar a afetar amanhã. Depende da minha qualidade de vida, de como eu estou comigo e de como eu estou com o todo. Questões genéticas e familiares também fazem parte desse processo, de modo que tudo influencia. O equilíbrio do binômio saúde-doença é variável. Em alguns momentos estamos mais fragilizados e, em outros, mais resistentes.

Sabemos que pessoas mais velhas estão mais propensas às enfermidades e ao desequilíbrio biopsicossocial. Solange explica que “elas, em geral, estão mais sujeitas a todas as doenças, nem tanto pela idade cronológica, mas pela maneira como tenha vivido, o estilo de vida, o quanto ela se cuidou,  com quem conviveu, a qualidade do sono, o quanto fez de extravagâncias e o quanto respeitou os seus limites. São marcas que ela própria foi imprimindo em si mesma ao longo da vida, e o resultado atual é a soma de todas as vivencias. Sabemos que muitas mudanças físicas ocorrem com a idade, por questões hormonais, sociais etc. Cabe a pessoa buscar seu ponto de equilíbrio para aquele determinado momento da vida”.

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Qual sua frase preferida para essa semana?

Ta de férias? Como você vê esse seu momento?

Com a chegada do mês de julho, das férias, a vida de muitos muda de rotina, e alguns aproveitam para viajar, descansar, rever famílias amigos, conhecer lugares. Outros preferem estudar ou simplesmente ver TV.

Perceberam que quando estamos ociosos nos tornamos mais criativos? E quando estamos felizes pensamos colorido, com toques de glamour. Nossa imaginação parece criar asas.

QUAL É SUA FRASE PREFERIDA?

“Choramos ao nascer por que chegamos a este imenso cenário de dementes”.       (W. Shakespeare)

“Sou louco por que vivo num mundo que não merece a minha sanidade”. (Bob Marley)

“Se vc está se sentindo abandonado, sozinho, achando que ninguem liga pra você…. experimente  atrasar uma conta”.

“Esconder-se pode ser um prazer, mas não ser encontrado é uma catástrofe”. (D. Winnicott)

Crie sua frase, experimente ousar!

Boa semana a todos.

Therezinha Silveira