CUIDADO COM O MAU HUMOR

CUIDADO COM O MAU HUMOR PERSISTENTE


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Bravo, intolerante, antipático, alguém que sempre acha que os outros não prestam e que enfatiza a falsidade da vida e das pessoas. Essas são algumas características típicas do mal-humorado, de acordo com a descrição do psiquiatra e psicanalista Elko Perissinotti, vice-diretor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC-USP). Todo mundo está sujeito a se sentir assim: fatores externos e temporários, como uma noite de insônia, uma obra barulhenta logo cedo, estresse no trabalho, uma briga com alguém ou um congestionamento prejudicam o humor de qualquer um.

O mau humor persistente pode estar camuflando uma doença conhecida como Distimia, que é uma forma crônica de depressão, com sintomas mais leves. Diferente da “depressão maior” que paralisa e pode levar até a morte, a pessoa com distimia continua tocando a vida, sempre com um incômodo que a impede de desfrutá-la plenamente. O indivíduo com distimia não consegue demonstrar entusiasmo com nada, é retraído e enxerga quase sempre o lado negativo das coisas. Geralmente o distímico não enxerga a sua condição, pois com o tempo incorporou esses traços negativos à sua personalidade e passou a achar que a vida é mesmo uma chatice. Por isso, são muito resistentes à ideia de que estão adoecidos.

A distimia é uma doença e não deve ser subestimada pois, pode desenvolver quadros depressivos graves. Devido seu desconhecimento, e quem padece desse mal costuma procurar ajuda só quando ela já evoluiu para um quadro depressivo grave. 

O mau humor patológico (distimia) pode ser tratado por um Psicólogo(a), através do treinamento de habilidades sociais e com ajuda de medicamento antidepressivo prescrito por um Psiquiatra. Enquanto o medicamento atua corrigindo o desequilíbrio químico dos neurotransmissores responsáveis pelo humor, a Psicoterapia leva o indivíduo a entrar em contato com o seu estilo de vida e sua forma de se colocar no mundo. A partir daí acontece a busca por uma nova configuração da sua vida pelo resgate da sua autonomia, possibilitando assim a experiência de sentir prazer novamente.

 Para o psiquiatra Kalil Duailibi, professor da Universidade de Santo Amaro (UNISA) e ex-coordenador de saúde mental da Secretaria municipal de Saúde de São Paulo, estar com distimia é como andar com 70% das energias. “A pessoa consegue trabalhar, mas é menos produtiva, consegue cumprir suas tarefas diárias, mas nunca está 100%”, explica. Ele é bem diferente do mau humor patológico, que, por convenção, dura mais do que duas semanas, não depende de uma causa específica e vem acompanhado de outros sintomas. “A pessoa que tem distimia geralmente acha que o mau humor foi causado por um evento externo, e não foi: é ela que é daquele jeito”

Final de ano

Enquanto os comerciais de televisão retratam famílias sempre unidas e sorridentes no Natal, os consultórios psiquiátricos e psicológicos ficam com a agenda lotada. “Final de ano é uma época complicada. Tem quem sinta falta das pessoas que perdeu, há quem faça a contabilidade do ano e fique frustrado”, exemplifica o médico.

Os próprios encontros familiares representam algum perigo. “Pode haver algum problema mal resolvido entre os familiares”, afirma. E isso, somado à necessidade de ”ter” que estar bem, feliz pois, afinal, é Natal! E isso é imposto pela época festiva, o que coloca ainda mais pressão sobre a pessoa.

 

 

 Abração,  …e um final de ano feliz a todos, sem tristezas e sem mau humor, por favor!

 

Therezinha Silveira

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2 comentários sobre “CUIDADO COM O MAU HUMOR

  1. Olá Thereza, o assunto em questão é bastante interessante e de alguma forma identifico-me com a situação descrita. Não que sinta que sofra dessa doença ou algo assim, mas a verdade é que tenho acessos constantes e incontrolaveis de mau humor. Embora tenha essa consciencia não consigo controlar me no momento. Contudo essa situação apenas se verifica com a minha mãe, existem problemas no passado que eu inconscientemente não consigo arruma-los então constantemente chateio me e discuto com ela, as vezes por coisas insignificantes outras por determinadas razoes. Não sei o que fazer ou como controlar e resolver me na minha cabeça… Sei que de alguma forma preciso de ajuda mas também não quero passar uma vida inteira dependente de medicação como já me aconteceu…

    1. Olá Joana,
      primeiro te agradeço por estar acompanhando meu trabalho.
      Veja bem, o mau humor não é uma doença em si, todos somos acometidos por crises de mau humor em algum momento, agora, é certo que tem pessoas das quais não suportamos nada, ou quase nada. Isso é normal até certo ponto.
      Sugiro que procure um profissional na área de psicologia clínica para fazer uma investigação mais profunda dessa irritabilidade com sua mãe. Porque sozinha, por mais que perceba não vais conseguir, realmente. Esse não seria um tratamento medicamentoso. O que não é o caso.

      Fique à vontade quando precisar
      Abração,

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