… Ser feliz ou estar feliz?

 

Afinal o que nos faz feliz?

Dinheiro, saúde, beleza, juventude, cultura, sorte… sabemos que não são suficientes para curar o vazio existencial.  Necessitamos de muito mais do que isto, necessitamos uns dos outros, necessitamos dos fortes laços afetivos, amorosos, familiares e com amigos. (É comum em fim de ano o vazio existencial se manifestar.) É  a busca incessante por encontrar-se a sí mesmo.

 Buscando através da terapia, onde um bom profissional tratará de de ajudar o paciente a desenvolver habilidades e potenciais, se colocando ”no lugar do paciente”. Empatia, o que é empatia? Em linhas gerais, é ter consideração positiva incondicional, receber e aceitar a pessoa como ela é e expressar um afeto positivo por ela, simplesmente por ela existir, não sendo necessário que ela faça ou seja isto ou aquilo; a empatia, por sua vez, consiste na capacidade de se colocar no lugar, ver o mundo pelos olhos dele e sentir como ele sente, comunicando tal situação para ele, que receberá esta manifestação como uma profunda e reconfortante experiência de estar sendo compreendido, não julgado.

congruência, é a condição que permitirá ao profissional de psicologia, ter um afeto positivo e incondicional por seu cliente e ter a capacidade de “estar no lugar” dele, a habilidade de expressar de modo objetivo seus sentimentos e percepções, de modo a permitir ao paciente as experiências de reflexão e conclusão sobre si mesmo.Para Rogers, existe em toda a vida um impulso para expandir-se, tornar-se autônoma, desenvolver-se e amadurecer, expressando e ativando potenciais de auto-realização e atuando como uma força motivadora dominante nas pessoas que estão funcionando de um modo mais livre, existencial.  O crescimento seria, portanto, central e possível para o projeto do organismo como um todo; embora também possa ser facilmente distorcido ou reprimido pelas crenças e eventos passados que sustentam incongruências e nos paralisam.

A necessidade de amor ou de consideração positiva é universal, e uma vez que crianças não distinguem exatamente suas ações de seu ser total, costumam reagir à aprovação ou reprovação de uma ação como se esta na verdade representasse uma aprovação ou reprovação de si mesmas. Em função da importância fundamental do amor na vida de uma criança, esta passará a agir de forma a garantir mais amor e aprovação, inclusive através de comportamentos não saudáveis para si mesma. Desta forma, crianças podem agir contra seus próprios interesses, repudiando partes aparentemente não atraentes, embora autênticas, de sua personalidade, constituindo áreas de incongruência pessoal (Ballone, 2005).

 Em acompanhamento terapêutico  percebe-se então, por exemplo, que a expressão de uma afetividade incondicional só ocorre devidamente se brotar com sinceridade do psicólogo; não há como simular tal afetividade. O mesmo ocorre com a empatia e com a congruência. Por isso se diz que não existe uma “técnica rogeriana”, mas sim psicólogos cuja conduta pessoal e profissional mais se aproximam da perspectiva de Carl Rogers.

Outro ponto a considerar é que após longos estudos, Carl Rogers chegou a conclusão de que as três condições que descobriu são eficazes como instrumento de aperfeiçoamento da condição humana em qualquer tipo de relacionamento interpessoal, tais como: na educação entre professor e aluno; no trabalho entre chefes e subordinados; na família entre pais e filhos ou entre marido e mulher.

Se cuida, … e um bom dezembro

Abraço

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