Expectativas no casamento

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Expectativa e realidade no casamento

 

Um relacionamento, para ser saudável, implica empatia e  renúncia do egoísmo. Algumas pessoas mantém relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração.Uma armadilha. Em uma relação, esperamos a aceitação total, compreensão irrestrita, amor incondicional e satisfação sem limites. Vivemos uma busca ilusória de completude no outro. É nesse ponto que nos equivocamos completamente.

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Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

Uma relação serve para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, ( ou não) para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.

Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.

Uma relação serve, principalmente para, um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.

Enfim, casamento serve para aprender um com o outro, para crescerem juntos. ter filhos e formar uma familia, se ampar um ao outro… Vejam o que foi dito pelo proverbista (pensador) Salomão:

‘‘Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.
Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará?’’

(Eclesiastes 4:9-11)

Depressão é doença?

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A depressão é considerado um transtorno de humor, é uma doença psicossomática de   origem afetiva que pode ter causa psíquica ou orgânica, é importante esclarecer que não existe a depressão, e sim os vários tipos de depressões. Os inúmeros fatores relacionados ao surgimento podem ser desencadeados diante de momentos de transição na vida da pessoa. Do ponto de vista psicológico, é preciso explicar que não são apenas os determinantes externos que instalam os quadros depressivos e sim a forma como o indivíduo os encara, sendo, portanto, ligados a sua estrutura psíquica e história pessoal. Na maioria das vezes a depressão é percebida pelas pessoas que convivem com o paciente. Em geral, a pessoa não apresenta capacidade de escuta, nem energia pessoal para implementar as mudanças necessárias na vida. Por isso é importante o acompanhamento psicológico, para não somente identificar as causas do transtorno mas, também compreender quais posicionamentos diante da vida estão sendo negligenciados para ser apontados por meio dos sintomas. 

Depressão afeta pessoas de todas as idades, caracteriza-se pela perda de prazer nas atividades diárias, apatia, alterações diminuição da capacidade de raciocinar adequadamente, de se concentrar ou/e de tomar decisões, psicomotoras, fadiga e sensação de fraqueza), alterações do sono alterações do apetite , redução do interesse sexual, retraimento social, idéia suicida e prejuízo funcional significativo.

O estresse é a causa básica da depressão
Quando estamos estressados o cérebro reduz a produção de serotonina, o “hormônio da felicidade”. Nós literalmente perdemos nossa felicidade interior. Frequentemente a depressão surge como resultado de estresse crônico ou mesmo estresse traumático.

A medicação anti-depressiva tenta regular a serotonina, mas isto vai apenas tratar os sintomas, não a causa; que pode estar ligada a um fator situacional estressor como perdas, traumas ou luto e, assim, ser entendida dentro de um contexto transitório ou apresentar-se como característica de base, marcante na personalidade da pessoa durante toda vida. O transtorno, em muitos casos, possui base genética. No entanto, a atuação da medicação psiquiátrica só será indicada em quadros moderados ou severos, quando todas as tentativas pessoais de superação fracassaram. É difícil um indivíduo sozinho perceber e compreender as dificuldades que o cercam. Por isso, é de extrema importância o acompanhamento médico para o diagnóstico porque, o transtorno geralmente está associado ao ganho ou perda de peso em curto espaço de tempo, aumento considerado das horas de sono ou insônia persistente, irritabilidade acentuada e desproporcional à situação, além de crises, descontroles nervosos e choros compulsivos.

 É aconselhável intervenção medicamentosa e acompanhamento psicológico. Depressão é doença e precisa ser vista como tal.

Você com-partilha suas emoções?

Escrever sobre os próprios sentimentos pode melhorar até a saúde e ajudar na remissão de muitos sintomas. Foi realizada uma pesquisa na Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, onde acompanharam 180 mulheres em estágio inicial do câncer de mama por três meses e as conclusões são claras. Elas foram divididas em 3 grupos. Um escreveu sobre o medo de morrer, o segundo sobre a aproximação da família e o último não escreveu nada. Quem passou para o papel seus sentimentos teve menos da metade dos problemas físicos relacionados ao tratamento.

É claro que apenas uma minoria coloca em palavras o que sente, porém são essas as pessoas que mais conseguem obter controle sob suas emoções. Ao escrever, você adquire antes de tudo, autoconhecimento. Você pode escrever o que está sentindo no momento, ou escrever sobre toda sua história, principalmente momentos que marcaram sua vida. Isso trará um entendimento mais profundo de muitas situações que foram deixadas de lado, mas nem por isso deixam de machucar.

Escrever sobre as emoções serve também para fazer um levantamento de nossas idéias e uma auditoria nos sentimentos. É uma maneira de comprometer-se consigo próprio, transformando o raciocínio em palavras que podem ser relidas, analisadas, sem defesas ou fugas, que muitas vezes acontecem quando ficam limitadas apenas aos pensamentos.

Mas tenha o cuidado para que ninguém tenha acesso às suas anotações ou seu diário. Depois de tudo analisado, você poderá, se quiser, rasgar, amassar, queimar e jogar no lixo, ou ainda, poderá guardar para ir observando, cada vez que reler, seu próprio progresso, suas conquistas, sua capacidade de superar obstáculos que a princípio pareciam intransponíveis. Escrever é altamente terapêutico e torna-se cada vez mais fácil com a prática. Você só saberá se começar. Você tem uma folha de papel em branco?

… E não esqueça, compartilhar sentimentos é dividi-los, mesmo que seja com seu diário.

Abração a todos e boa semana!

Therezinha Silveira

Estudos comprovam benefícios da psicoterapia

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Pesquisas feitas na Universidade de Amsterdã no ano passado, analisou 20 pessoas com transtorno do estresse pós-traumático, distúrbio que geralmente atinge quem passa por traumas como seqüestro, acidentes graves e abuso sexual. Elas foram submetidas a uma sessão semanal de psicoterapia breve durante 4 meses. Enquanto isso, outras 15 pessoas com o mesmo diagnóstico ficaram num grupo sem tratamento. No final, o cérebro de quem fez terapia mudou. Houve mais atividade em regiões do córtex pré-frontal, área relacionada a cálculos, pensamentos práticos e ações que tomamos conscientemente. Na prática, o tratamento deu alívio a sintomas que têm tudo a ver com traumas vivenciados.

Psicoterapia refere-se à um processo dialético efetuado entre um profissional psicólogo/médico (o psicoterapeuta) e o cliente (o paciente).

Por ser definitavamente da área da Saúde Mental, a psicoterapia é a principal linha de tratamento para qualquer assunto referente à mente, para isso faz uso de métodos, técnicas e intervenções psicológicas cujo objetivos centrais são:

  • restabelecer a qualidade de vida do paciente;
  • equacionar os motivos da consulta (que variam desde pequenas dificuldades do dia-a-dia até mesmo grandes psicopatologias);
  • desenvolver os padrões de funcionamento mental do indivíduo e de seus sistemas psíquicos (saúde orgânica, saúde mental, familiar, social, sexual, intelectual, financeiro, profissional e lazer).  Com base em várias metaanálises pode-se afirmar hoje que a psicoterapia, pelo menos em suas formas tradicionais, é realmente efetiva – ou seja tem efeitos mais fortes sobre a saúde psíquica do que o efeito placebo.

Alguém pode logo dizer que não é privilégio da psicoterapia alterar redes neurais. E não é mesmo. Com maior ou menor intensidade, as experiências da nossa vida provocam mudanças na atividade cerebral “O que é bastante recente é o reconhecimento da comunidade científica sobre a intensidade e a permanência das mudanças alcançadas pela psicoterapia. Não se imaginava que o funcionamento do cérebro pudesse ser alterado tão dramaticamente pelo tratamento, e com benefícios tão duradouros”, diz o psicólogo e neurocientista Marco Montarroyos.

Grande abraço

Therezinha Silveira

Tristeza: causas e consequências

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Gostaria de iniciar  traçando uma importante diferença entre tristeza e depressão. (Uma vez que é comum confundir essas duas). A primeira é um estado emocional intrínseco a todo e qualquer ser humano, privado de determinada satisfação pessoal e emocional. É uma reação do organismo quando o mesmo se depara profundamente com sua fragilidade. A depressão é um processo cristalizado de vingança e raiva internalizados na pessoa, é a tentativa de devolver o “pior” de si mesmo para o meio circundante.

A raiva citada é devolvida de forma indireta, através da escassez absoluta de vitalidade e energia, regredindo a um estágio infantilizado de amparo constante. A depressão é um ritual obsessivo e diário, é uma parada total e voluntária diante da busca do prazer. A pessoa pode se sentir triste quando ocorre algum evento negativo. O lado bom, é que a tristeza tem o seu propósito bem definido. O objectivo da tristeza é fazer o indivíduo refletir, sentir, lembrar que algo foi perdido, que algo aconteceu.  E é tarefa do sofredor fazer o trabalho mental de descobrir o que é que o incomoda. Para onde aponta o problema.

Tristeza é uma manifestação inerente à vida do ser humano e tem duração limitada. É sentimento passageiro e visto como saudável, pois auxilia a pessoa a elaborar perdas, fazendo com que o indivíduo se reorganize internamente e supere esta fase difícil. O sintoma de depressão é aparente, é quando a tristeza persiste e há sentimentos de desesperança, apatia, indiferença, ausência de perspectiva e prazer. Como esses sentimentos são sutis, é importante observá-los, uma vez que depressão é uma doença séria que necessita de tratamento. Me lembro da frase de um amigo psiquiatra que dizia. “depressão  pode ser comparada a fratura da uma perna, por exemplo, que com o tempo vai sarar, mas sem o devido tratamento ficarão  sequelas”.

O que quero salientar aqui, é que existem quadros depressivos, onde nem toda a sintomatologia está presente de forma plena e completa. Então, a relação entre a tristeza, inibição e auto-acusações é uma relação muito complexa. Na verdade, cada um desses elementos possui a sua gênese, com as suas condições de produção próprias, que teremos que detectar.

Deixo um grande abraço a todos.

Therezinha silveira (Psicóloga)